
Um dia ela resolveu passar em um
dos muitos lugares que andou com sua melhor amiga, ela avistou que flores
lindas haviam nascido ali, observou o sol passando por entre as folhas fazendo
com que seus olhos fechassem e as lembranças voltassem. Corridas pelas ruas, compras
sem necessidade, paixões compartilhadas e lágrimas enxugadas. Por um momento
aquela música que fazia a diferença no ‘karaokê’ improvisado soou em seus
ouvidos, os sons das risadas longas vieram à mente e uma nostalgia invadiu
aquele momento. Ela se lembrou das lágrimas que foram derramadas, mas que
também foram enxugadas uma pela outra, lembrou-se de momentos eufóricos onde só
uma sabia o que a outra estava sentindo e os outros se confundiam com olhares. Naquele
instante, alguns pássaros voavam entre as árvores que ali estavam, ela se
lembrou da liberdade de voar por ai com aquela companhia inseparável, de como
andavam por todo lado, das coreografias improvisadas feitas em um espaço
fechado, da simplicidade que era apenas sentar na calçada e de como elas
deixavam tantos outros para irem juntas para casa, as vezes fotografando, rindo
ou sonhando com o futuro. Elas sonhavam em crescerem bem sucedidas, viajar por
ai e se casarem com dois melhores amigos que as amassem. Hoje o tempo passou e
ela guarda em sua caixinha de memórias, fotos, cartas e tudo que a faça lembrar-se
de cada momento especial de amizade. Hoje elas cresceram, casaram com dois
caras que as amam e apesar de não mais andarem por ai sempre, no coração e nas
poucas conversas conservam o
que ninguém pode apagar, as coisas que muitas das vezes só elas sabem.
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